A história (nem) sempre se repete

 Em Filosofia Clínica

Segundo o autor norte-americano Mark Twain (em uma livre tradução): “A história não costuma repetir os mesmos versos, mas com frequência eles rimam.” Para o escritor uma ocorrência na história não acontece de forma isolada, mas uma repetição (mesmo que por aproximação) de um fato passado. Em Filosofia Clínica isso pode fazer algum sentido, já que a matéria prima da clínica filosófica é a história de vida do partilhante. Porém, muitas vezes, o que parece se repetir, após verificados os novos contextos, as circunstâncias e possíveis novas relações, podem fazer surgir novas janelas, novas opções e a história pode seguir um novo caminho. Já outras vezes, a história pode sim se repetir de maneira muito semelhante (como uma Armadilha Conceitual). Alternativas e caminhos possíveis podem ser verificados em conjunto, em um gesto ético de investigação da historicidade – que é a base, o alicerce sobre o qual será erguida a Estrutura de Pensamento do partilhante e toda a clínica filosófica – na interseção filósofo-partilhante.

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Glossário da Filosofia Clínica:

Partilhante: a pessoa que procura atendimento com um filósofo clínico. Não é chamado de paciente, já que é alguém com quem irá se partilhar uma parte da existência, uma caminhada existencial lado a lado entre partilhante e filósofo clínico.

 

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