A Realidade da Alma – Carl Gustav Jung

 Em Artigos, Ensaios, Filosofia

A REALIDADE DA ALMA, Wirklichkeit der Seele, 1934.
CARL GUSTAV JUNG, 1875-1961.

Um dos horizontes essenciais abertos pela leitura dessa obra é o das projeções. A projeção é o fenômeno segundo o qual um indivíduo imprime num sujeito ou num objeto do mundo que o cerca uma tonalidade psíquica que é um dos traços de sua vida interior.

O ser humano está duplamente ligado ao mundo em que vive: pela percepção e pela projeção. A projeção é o que o indivíduo investe no mundo, são as miragens, as quimeras do espírito com que ele recobre o objeto, o que frequentemente lhe impede a percepção do mesmo. A projeção embota, modifica, mascara a percepção; pode até apagá-Ia, para ocupar seu lugar. Essas projeções são tenacíssimas porque têm como origem o inconsciente.

Uma outra noção estudada nesse texto é a de arquétipo, ou seja, uma estrutura mental inata. É uma espécie de Gestalt (forma), uma espécie de imagem do instinto. Esses arquétipos formam a arquitetura mental básica do indivíduo. Mas o plano arquetípico do ser não imutável. É um plano vivo, que evolui com a idade.

Estudo: F. Fordham, lntroduction à Ia psychologie de Jung, Imago, 1985.

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