Leitura clínica filosófica

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O vídeo ilustra, em algumas partes, o procedimento clínico chamado atalho.

Quando uma pessoa utiliza em seu discurso termos e expressões como "vou dar um jeito; inventarei uma saída; vou criar uma resposta; acho que poderia pensar outras coisas" estamos provavelmente diante do procedimento clínico denominado Atalho.

Inicialmente, uma advertência oportuna: a característica central do Atalho é a inventividade, a doxa, a criatividade. Isso em geral é atestado no convívio com a pessoa, mas deve ser respaldado pela compreensão da historicidade desta. Um dos enganos mais comuns é a confusão entre repertório existencial e inventividade.

Uma pessoa que tenha um repertório existencial derivado de sua erudição pode em um momento de crise surpreender colocando as diversas possibilidades para lidar com as questões. Isso pode levar o filósofo clínico a considerar que a pessoa utiliza de Atalho. No entanto, muitas vezes, nada mais é do que o uso de prerrogativas e reflexões solidamente construídas sem o recurso da inventividade – semelhante ao que ocorre no repertório das jogadas de um xadrez eletrônico.

Os dados divisórios e os enraizamentos, elementos da historicidade, costumam ser suficientes para esta importante diferenciação. 

Fonte: Instituto Packter – www.filosofiaclinica.com.br

Exercício de 03 e 04 de janeiro de 2008.

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