Resumo do livro “Compêndio de Filosofia Clínica – Caso Nina” – de Nichele Di Paulo e Mariza Niederauer

 Em Filosofia Clínica

Caso Nina:

Resumo do livro “Compêndio de Filosofia Clínica – Caso Nina – de Nichele Di Paulo e Mariza Niederauer – Livre Expressão Editora – 2013

O livro fala didaticamente da um caso clínico, onde a partilhante relata sua historicidade repleta de angústias, questionamentos e nós que não consegue desatar.

Inicialmente o livro fala como funciona a Filosofia Clínica e como agir em consultório.

A queixa, o Assunto Imediato, é o que traz o partilhante ao consultório e é daí que o filósofo clínico deve partir, buscando em sua Historicidade, sua história de vida contada por ele mesmo, com os devidos Dados Divisórios e Enraizamentos, contextualizá-lo com os Exames Categoriais e EP, com os Tópicos mais determinantes para chegar assim ao que é determinante para o partilhante, podendo, então, ajudá-lo no que ele precisa – Procedimentos Clínicos.

 

História de vida de Nina:

Assunto Imediato – palavras mais usadas:

Confusa, perdida – pensamentos entrelaçados, como um nó que não consegue desamarrar – vazio, buraco, questões existenciais – sempre buscando algo que nunca soube o que era – tenho sede de saber quem sou? Porque estou aqui? Para onde vou? Qual objetivo, sentido da vida? Para que tudo isso? Que vazio é esse? O que falta? Como posso viver sem saber quem eu sou, para onde vou?

Historicidade:

Nina nasceu numa família tradicional italiana, grande, de 8 filhos, 4 homens mais velhos, ela e mais 3 irmãs mais novas. Pai severo, batia na mãe e a mãe não reagia, disfarçava, mas descontava nos filhos. Pai religioso e moralista nas aparências, com regras rígidas para os outros, menos para ele.

Desde pequena lia muito e questionava muito também – rebelde, a ovelha negra para a família. Nos 15 anos os pais fizeram uma festança e ela não foi. Quando criança, se sentia podada, excluída pelos irmãos machos, machistas como o pai. Teve vários namorados, mas não se encaixava em nenhum, porque eram sem conteúdo, só casca, sem miolo. Até que conheceu alguém na faculdade, com conteúdo, estava fazendo mestrado em física – casaram – ela estudou muito física, mais que ele e ele não gostou disso (machismo de novo) – se separaram.

Desde pequena quer saber quem é, porque está aqui, para onde vai – algo profundo que a corrói, um vazio, agonia, angústia.

Até tentou se desligar disso – teve um filho, mas não preencheu os buracos, os vazios. Então começou as terapias – uma por ano, no total de 10 anos de terapia e nada. Seus questionamentos, suas dúvidas iam fundo – porque nasci? O que estou fazendo nesta família, neste mundo?

Às vezes acha que tudo é uma loucura, que nada existe, nem ela, que a vida é uma ilusão – é uma angústia que não passa – não quer morrer antes de se encontrar, de saber quem é, entender os porquês. Se ela souber o sentido da vida, ela acha que vai viver melhor, em paz… O tempo está passando e as angústias continuam.

Teve 2 homens – o ex-marido, que até hoje não sabe se foi amor ou atração intelectual; o pai do filho dela, que também não sabe se amou ou foi carência. Não sente falta deles – até porque eles estão sempre presentes. Seu filho tem 2 pais que o adoram.

Sempre lutou pela sua liberdade, mas hoje vê que continua amarrada aos padrões familiares.

Veio à Filosofia Clínica para resolver ou desatar esses nós.

 

Após a Historicidade, parte-se para os Dados Divisórios – nestes o filósofo clínico procura primeiro saber como o partilhante se estrutura – se é por datas, idades ou por eventos ou uma mescla. No caso Nina, ela se estrutura por idade e eventos.

Contar sua historicidade revelou-lhe que a sua vida é como um pesadelo, angústia, ninguém a respeita, desencontros amorosos, vazio, sofrimento por um passado que é presente, as questões continuam as mesmas, vazio, grandes depressões, buracos – está fragilizada, antes era tão racional, dona de si – se sente estagnada, numa confusão mental, “parece que falo e não me ouço”, “não consigo colocar minha vida em movimento”, sem atitude.

Dados Divisórios:

– Primeiras lembranças até os 5 anos ±

Mãe estressada, se não andasse na linha apanhava, aí batia nos filhos, esses batiam uns nos outros e em outros de fora também – era uma violência reproduzida – era os modelos de casa. Ela não entendia porque apanhava, não gostava de violência, não queria reproduzir isso, quis fugir disso.

Pai agressivo, violento, revoltado, tirano – ela batia de frente com ele e apanhou também por isso. Hoje vê que o pais era frustrado, queria ter estudado, ter asas.

Casa da família com muitas crianças, muito barulho, muitas brigas – não queria aquilo para ela – não lembra de coisas boas desta época, mais sozinha, isolada. Ganhou uma bicicleta da vó com 5 anos e aos 12 anos ganhou outra que era do irmão. Se sentia sufocada naquela vidinha de casa, muito tumulto, os irmãos podavam em tudo e depois a escola que foi chata.

– Dos 7 aos 12 anos ±

Com 4 anos queria ir para a escola para saber como era – ninguém dizia para ela – então começou a aprender a ler sozinha, começou com a Bíblia, escondida, pois só o pais podia pegar a Bíblia – prazer em ler mesmo sem entender e acha que foi o único prazer que teve, porque foi uma conquista só sua, sem precisar de ninguém nem depender de ninguém. Ela diz: “na minha família mulher não era valorizada, talvez fosse a cultura, não sei” – “para os homens tudo, para as mulheres nada”.

“O filho, claro que foi um prazer, mas diferente” – ele também era homem, também mais valorizado pela família – se sentia sufocada, espremida entre os irmãos machos mais velhos, que podiam tudo e as irmãs frágeis mais novas, que não podiam nada. Ela não aceitava isso, que na família mulher servia para servir e procriar, submissa – então negou ser feminina, mulher, porque não queria viver isso.

Quando chegou a vez dela ir para a escola, com 7 anos, não tinha mais tanta curiosidade, porque já sabia o que acontecia lá, porque antes ela roubava os livros e cadernos dos irmãos e estudava tudo, então, quando foi para a escola era a mesma coisa – “uma decoreba braba” – mas viu que o saber não mudou nada, não ajudou “a ir mais depressa, a pular etapas” – na escola novamente se sentiu excluída, porque já sabia ler e os colegas não, então a professora não precisava ensiná-la, não precisava se ocupar com ela. Ela nem precisava ficar na aula, ficava na biblioteca. Quando os pais souberam, pensaram que ela “matava aula”, até apanhou por isso. Quando a mãe soube que ela sabia ler e escrever se espantou, mas não se desculpou. A partir daí começaram a vê-la com olhos diferentes, a mãe até achava que ela tinha um “dom de Deus” – mas ela nunca contou como aprendeu a ler e escrever, para ela era um troféu só seu (um trunfo). Ela disse: “na verdade, eu fui à escola e ela não veio até mim. Eu busquei, aprendi muito mais por minha conta do que pelos livros didáticos, eu era uma rata de biblioteca, de livrarias.”

O pai era empreiteiro de obras, fazia tudo numa construção e os irmãos ajudavam. Ela também queria ajudar e o pai não deixava, “era serviço de homem”. “Porque não podia?” ela acompanhava os trabalhos do pai, porque levava os lanches e ficava olhando. Mas o pai queria que os filhos se formassem, “talvez pelo duro danado que ele deu na vida inteira.” Cada um seguiu para um lado, obedecendo o pai – o pai definia e eles obedeciam. As filhas até podiam ser professoras. Só a mais nova é professora. Ela não, fez Arquitetura como um dos irmãos.

– Dos 12 os 15 anos

Era a 1ª a fazer 15 anos, então tinha que ter uma festa, porque era tradição na família da mãe, como uma iniciação, um rito de passagem da infância para a adolescência – só pode namorar depois dos 15 anos, era assim, e ela era a 1ª filha. A mãe vinha já há um ano falando na festa e ela dizendo que não queria, porque não via sentido, não achava a menor graça, não tinha nada a ver com ela, porque “era a tal de aparência”, fingimento – avisou, mas não adiantou. Fizeram a festa, convidaram todo mundo, menos ela – resultado, ela não foi à festa, simplesmente saiu a caminhar – “declarei guerra àquele sistema familiar” – não tinha mais aparências. As irmãs são diferentes, debutaram felizes. Os pais nunca a aceitaram como ela é, sempre queriam enquadrá-la dentro dos padrões “normais” – o sonho dos pais eram diferentes dos sonhos dela. Buscou seu próprio sonho, mas não os construiu (conforme ela diz).

– Do 1º namorado até o cara da faculdade – relacionamentos

Ela queria muito mais de um homem, que tivesse cabeça, conteúdo – “ficou” com vários, até que conheceu o cara na biblioteca da faculdade, fazendo mestrado em física. Ela diz que teve poucas experiências amorosas e desastrosas, se acha difícil para relacionamento. No caso do 1º marido, ela chama de “atração intelectual” – 8 meses depois de se conhecerem, se “juntaram” e 4 anos depois se separaram (amigavelmente), porque ele não conseguiu viver com os questionamentos dela e suas dúvidas existenciais – se separaram por “dificuldade de entendimento intelectual”, porque ele não conseguiu aceitar que ela sabia mais de física que ele (de novo o machismo) – ela não tem que ser igual, ela é igual, independente de sexo – ela também procurou muito nas linhas espirituais, procurou de tudo – “era uma biblioteca ambulante” – mas sempre o vazio, sempre faltava algo, mesmo quando viajou para a Europa, sempre o sentido de “acho até que era não estar em  mim…”, sempre procurando respostas sem encontrar ou encontrar-se, encontrar seu caminho talvez – sempre um porquê interno, sempre uma angústia íntima, questionamentos sobre a vida e a morte, sobre o que está fazendo aqui, sobre o sentido da vida – sempre procurando respostas para estes questionamentos sem encontrar em lugar nenhum nem com ninguém – “eu ainda tenho que descobrir a resposta” – sempre querendo respostas – é uma necessidade de saber e um vazio existencial – não consegue se relacionar, tudo é difícil para ela.

Ao voltar da viagem foi “morar no meio do mato”  – chama de “cantinho da paz” – fez um projeto lindo, mas não é perfeito, talvez “eu é que não sou perfeita para o lugar” – “mas decidi ficar lá até o final da vida” – “ou me encontro ou desisto” – “o fato é que mudou de casa, mas não mudou de vida” – “isolada da cidade, o vazio ficou maior, um buraco maior, uma solidão doída”, “doía no corpo e na alma”. Resolveu ter uma companhia, “um homem que a aceitasse do seu jeito e ela aceitasse do jeito dele”, mas tinha medo de se apaixonar e se machucar – “já antecipava algo (uma separação futura) que nem existia”, “temia qualquer relacionamento”, “eu me temia” – mas queria alguém, um relacionamento. Encontrou um homem 10 anos mais velho, legal e ficaram juntos por 1 ano sem cobrança – depois começaram as cobranças e se separaram (amigavelmente de novo) – aí estava grávida, teve o filho, o qual hoje tem 2 pais que o adoram – achou que o filho fosse preencher o vazio, pois iria se ocupar e se dedicar – isso aconteceu por 2 anos; o filho cresceu, ficou mais independente, com 2 pais – aos poucos o vazio retornou com todos os questionamentos e mais umas contradições sobre ser “mama”. Isso que a trouxe às terapias, fez uma atrás da outra.

– Falar das terapias

Tentou vários tipos de terapias – foi um longo “período de buscas por respostas em terapia”, 10 anos de desencontros e de ilusões e “nenhum conseguiu pegar o fio da meada e muito menos eu” – “acho que existe um caminho, uma resposta, só que estas pessoas  não tinham para me dar.”

 

Enraizamentos:

São aprofundamentos – é um procedimento vertical (as Divisões são horizontais) – geralmente são feitos após dos Dados Divisórios, mas também podem ser feitos paralelamente (Lucio Packter diz: “fazer assim só quando tiver bastante prática clínica”).

– Sobre as “zoeiras”:

Eram muitas brincadeiras e brigas – “mais brigas e eu sempre estava no meio, até porque não aceitava ser excluída (pelos irmãos machistas) e eu era muito podada.” A zoeira era porque tinham muitas crianças e o pai – era uma família enorme, cheia de contradições – muitas festas e muitas brigas (família italiana grande) e sempre todos juntos, bem tradicional, preservavam muito as tradições.

Ela se sentia muito podada, por isso começou a formar um mundo paralelo, um mundo imaginário – pegava os vestidos da mãe e se “imaginava como uma freira, lia a Bíblia, decorava algum trecho e recitava embaixo de uma árvore” – “me sentia a verdadeira santa” – quando a mãe viu, gostou e começou a incentivá-la pra ser freira – “foi só uma fase, nada a ver comigo”.

Renegava, não aceitava a submissão feminina da família – a mãe repetia a vó, sempre “mamas” e donas de casa – cultura machista – ela via a mãe chorando, porque o pai batia e não podia fazer nada.

– Sobre que “lia coisas profundas”:

O pai lia a Bíblia à noite para a família e ela fazia perguntas e eles não sabiam responder – “ela os enchia de perguntas” que eles não sabiam as respostas, porque aceitavam a vida assim e pronto – ela não aceitava um Deus vingador, punitivo. Deste, ela não queria nada, “não queria ser amiga Dele ou até mesmo adorar.”

 

– Sobre “estudar”:

Sempre gostou de estudar por prazer, não gostava da escola, porque era “obrigação” e porque a mãe falava do sacrifício que faziam para que os filhos pudessem estudar. “Não gosto de fazer as coisas na marra.”

– Sobre “relacionamentos”:

“É uma contradição essa coisa de família. Eu não sei se eu queria ter uma família, mas a verdade é que eu já tenho uma família: pai, mãe e filho.”

“Eu tenho consciência de que sempre foi muito confuso para mim esta questão de relacionamentos, tudo muito confuso mesmo.”

Ela fala que é “uma pessoa cheia de dúvidas, de contradições, medos e angústias.”

– Sobre o “filho”:

“Me dediquei de corpo e alma (sozinha, porque não queria a ajuda nem a experiência da mãe para não reproduzir) nos 2 primeiros anos.” Acha o filho muito materialista, mas não quer interferir “tenho que deixá-lo ser com suas qualidades e defeitos, afinal foi por isso que eu lutei a vida inteira.” – “vejo que o meu filho está crescendo rápido demais e eu envelhecendo.” – “eu quis tê-lo para ser meu companheiro e, no entanto, me sinto tão só.” – “o vazio está maior.”

– Sobre os “padrões familiares”:

“É uma contradição…” – ela vem de uma família tradicional italiana, “com um padrão de comportamento voltado para a família”, machista – ela se sentia sufocada (podada e excluída) pelo fato de ser mulher; estas diferenças a incomodavam – “acho que passei a minha vida inteira tentando fugir dessas regras, mas hoje vejo que quanto mais eu tentava, mais isso se impregnava em mim.”

Até hoje meus irmãos me acusam de envergonhar a família – de ter um filho sem estar casada, por exemplo. Agora está num possível relacionamento com um homem bem mais jovem, o irmão ficou sabendo e fez um banzé, “foi um constrangimento.”

– Sobre as “terapias”:

“As terapias serviram para ajudar no meu amadurecimento.”

– Sobre os “nós”:

“Quando falo em nó, é um nó mesmo” – “eu sempre vi meus pensamentos, minha vida mesmo, fragmentada, cheia de nós impossíveis de desatar” – “eu queria esticá-los, desamarrá-los e vê-los na sua extensão” – “como se pudesse juntar as partes e ver o todo” – “quem sabe assim poderia ver o início, meio e fim e quem sabe responder as minhas dúvidas.”

“O legal é que na semana passada, quando saí da terapia, comecei a ver que estava conseguindo ter uma visão panorâmica da minha vida.” – “ainda sinto o vazio como um buraco” – “são todas questões existenciais, mas acredito que tenham uma causa e quero ir fundo para encontrar e poder decifrar os códigos.”

“Percebo que já estou evoluindo, já estou conseguindo desatar, pelo menos alguns nós” – “acho que graças à minha teimosia estou conseguindo! Viva!”

– Sobre a “teimosia”:

“Aos poucos eu vou percebendo algumas coisas” – “minhas buscas e questionamentos me isolaram, porque meus pais não entendiam minha angústia…” – “olho para minha família e me sinto uma estranha.”

Os irmãos “me criticavam, zombavam de mim, me chamavam de louca, só para me ferir” – “só eu sabia a angústia e o quanto era triste conviver com metade de mim mesma, porque eu não me sentia inteira, completa…faltava um pedaço. Aliás, ainda me sinto, ainda não me conheço, por isso a terapia.”

– Sobre o “novo amor”:

“Um menino homem” – “no início foi amizade, depois fui me envolvendo e fiquei perdidamente apaixonada e querendo viver este turbilhão de sentimentos” – “acho que pela primeira vez permiti que alguém invadisse minha vida. Eu me entreguei…” – “sempre sonhei com um grande amor, algo arrebatador. E isto de fato aconteceu.” – “eu estava nas nuvens e tive que me deparar com a realidade preconceituosa de minha família.” – “…e porque eu reajo ao que minha família e outras pessoas possam pensar desta relação? Droga…droga.” – “diante das críticas eu fujo… mas sou eu que me boicoto.” – “penso que construí minha própria prisão.”

“Acho que a única certeza que tenho hoje: refazer minha vida.”

“Minhas irmãs me apoiaram e me deram força” – “minha mãe reprova, meu pai não quer ouvir falar, meus irmãos fazem cara de nojo.” – “e a raiva é: porque isto me incomoda?” – “talvez não seja minha família que me aprisiona, talvez seja eu mesma.”

– O que é “amor” para você:

“Amor é liberdade, o não amor é prisão” – “será por isso que sempre me senti numa prisão com minha família?”

“Em função de tudo que venho falando aqui, muita coisa veio à tona e hoje me culpo muito mais…antes culpava a minha família” – “percebo que a culpa é muito presente em minha vida o tempo todo e não sei lidar com isto.”

“Quero me libertar e viver uma vida de verdade” – “quero dar meu grito de independência, mas não consigo” – “eu preciso mudar muita coisa dentro de mim, meus próprios conceitos, questionamentos, buscas” – “quero ir fundo, mesmo que doa, não quero ser anestesiada.”

“É um desafio, um duelo entre o racional e o emocional de difícil conciliação, mas eu preciso deste confronto…sinto que já estou vivendo isso.” – “eu confesso que estou adorando fazer este contato comigo e com minhas coisas…” – “está sendo bem legal.”

“Sinto que posso me reconstruir” – “uma coisa é certa, já não sou mais a Nina que chegou aqui” – “sei que tenho um caminho, uma luz, um horizonte…”

“Preciso que você me ajude a me ajudar para viver este amor ou outro, se for o caso” – “quero me permitir ser feliz…”

 

Síntese da metodologia em Filosofia Clínica:

– Assunto Imediato/Assunto Último – é a queixa/o que vai ser mesmo trabalhado.

– Historicidade – Divisões e Enraizamentos.

– Exames Categoriais – é a localização existencial da pessoa.

– Estrutura de Pensamento – “é tudo o que você é na sua totalidade” (Lucio Packter) – é o modo de ser de uma pessoa.

 

– Autogenia – ver os Tópicos Determinantes e Importantes

– Submodos Informais

– Na EP observar sempre:

– Assunto Imediato/Assunto Último

– Dados Padronizados

– Dado Atual

– Dado Literal

– Procedimentos Clínicos – é o uso dos Submodos.

 

Tópicos Determinantes:

T2 – O Que Acha de Si Mesmo

T4 – Emoções

T6 – Termos Agendados no Intelecto

T11 – Busca

T13 – Comportamento & Função

T17 – Armadilha Conceitual – Padrão

T20 – Epistemologia

T21 – Expressividade

 

Tópicos importantes:

T14 – Inversão/Recíproca de Inversão

T16 – Significado

T18 – Axiologia

 

Assunto Último:

“…no fundo, eu queria ser amada…amar ou me permitir ser amada sem medo…”

Nadja Naira Ribeiro Mota
Farmacêutica-Bioquímica formada em 1971 pela UFRGS, Porto Alegre/RS. Formação em Terapia Floral desde 1994. Pós-graduação em Terapia Floral (1998-2000). Mestre em Reiki desde 1999, Formação em Regressão, Astrologia e Cristais.
Curso de Filosofia pelo Instituto Packter (2012-2014). Especialista em Filosofia Clínica (em conclusão).

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